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LOJA VIRTUAL


 

Dons do Espírito Santo


Serginho Blue


Tópicos principais para que possamos ter certa compreensão, visando que praticamente cada dom do espírito santo é suficiente para uma pregação de uma manhã e uma tarde inteiras.


Os nove dons carismáticos mais conhecidos e sua importância na minha vida


Quem aqui já ganhou algum presente que nunca abriu? Gostou tanto da embalagem, achou tão bonita e pensou em não rasgar a embalagem e faz trinta anos que você guarda esse presente. Alguém já fez isso? Gostou mais da embalagem do que do presente? “É tão bonito que eu não vou abrir”. Pode haver pessoas que até façam isso, mas, em geral, quando ganhamos um presente, parecemos o Taz Mania: estraçalhamos o presente em um minuto, para ver logo o que tem lá dentro, mesmo que seja somente um presentinho de R$1,99.


Mas há um presente que foi o próprio papai do céu que nos deu, que muitos o guardaram há vinte, trinta, quarenta anos e nunca o abriram. Esta lá, guardadinho, mas nunca foi aberto e, se foi aberto, muito menos usado. Alguns abriram a embalagem e usaram apenas um ou dois presentes e deixaram o resto guardado.


Esses presentes são os dons carismáticos, irmãos. Dons carismáticos são presentes de Deus para nós. Deus lhe deu um presente: os dons carismáticos. A palavra “dom” significa um presente de Deus, carisma, um dom gratuito. Você ganhou um presente que é uma graça de Deus para você, mas você não tem usado esse presente. Deus deu um dom para você, um presente e você não tem usado. Talvez lá no catecismo você não chegou a ouvir falar dos dons carismáticos, mas pode ter ouvido dos dons infusos.


Os dons infusos são sete. Não faça como o menino da piadinha:
A professora pergunta ao menino:
_ Quantos são os evangelistas?
E ele diz:
_ Os quatro evangelistas são três: Caim e Abel


Há muitos católicos fazendo essas confusões. São sete e todos nós os temos: sabedoria, inteligência, ciência, conselho, piedade, fortaleza e temor de Deus. Isso aprendemos no catecismo: o Espírito Santo nos dá os sete dons infusos.


Mas não é sobre esses dons que eu quero falar. Os dons infusos não são os dons carismáticos sobre os quais iremos falar. Os dons infusos são para minha formação pessoal. Quanto mais eu peço o Espírito Santo, mais ele vai fazendo com que os dons infusos se desenvolvam em mim e eu vou ficando cada vez mais sábio, inteligente, cheio da ciência de Deus, bom para dar conselhos, piedoso, fortalecido em Deus, temente a Deus. Os dons infusos fazem isso em mim, tornam-me um ser humano cheio de qualidades pessoais que, somadas ao temor de Deus, me fazem um bom cristão.


Agora os dons carismáticos, sobre os quais quero falar para você, não são para minha formação pessoal, mas para a formação da comunidade. O Espírito Santo me dá os dons infusos para que eu me forme como ser humano, e me dá os dons carismáticos para que eu ajude a formar uma comunidade. Quando eu cheguei nesse grupo de oração, havia aproximadamente trinta participantes, contando com os servos. Mas eu reconheço que sou um homem carismático e fui colocando meus dons carismáticos a serviço da Igreja e incentivando os servos que havia aqui a se tornarem cada vez mais carismáticos e, à medida que nós fomos nos tornando cada vez mais carismáticos, fomos levando aquele pouco de pessoas que tinham aqui a também se tornarem carismáticas


Se olharmos para trás, veremos que os dons carismáticos formam a comunidade. Os dons carismáticos são para a formação da comunidade, para a formação do outro, para o crescimento da obra de Deus e por isso nós chamamos de dons de serviço ao próximo. Hoje, eu, Serginho, uso todos os dons carismáticos que o Espírito Santo me deu, não a meu serviço, mas sempre para servir o próximo, sempre a serviço do próximo.
Você tem noção de quantos são os dons carismáticos, irmão? Nove, certo? Mas são só nove mesmo, irmão? Os dons carismáticos são infinitos, mas os mais conhecidos são nove. O Espírito Santo vive soprando novos dons.


Quando os primeiros cristãos foram fazendo a igreja crescer com os carismas, o dom de cantar ainda não era usado começo como evangelização, sabia? Não havia cantores com violão, animando os grupos de orações de Pedro e Paulo, mas, com o passar do tempo, o Espírito Santo viu que esse era um dom necessário para a comunidade e logo cantores e artistas começaram a usar seus talentos, seus dons naturais a serviço do reino, se tornando um ministério. Hoje todas as celebrações são regados com músicas, cânticos espirituais. Até a Semana Santa é toda assim: saímos pelas ruas em procissão com cantos, levando Jesus, venerando a cruz, adorando Jesus, sempre cantando. A música rega tudo: missas, salmos, grupos de oração. Você já imaginou grupo de oração sem musica? Seria estranho, não? Chegar ao grupo e este começar apenas com “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” e já começarem a falar. Percebemos que falta alguma coisa, porque a musica se tornou um ministério, um dom, um talento do Espírito a serviço da comunidade.


Será que vocês lembram o que o bispo falou pra você quando ele pôs a mão na sua cabeça no dia da sua Crisma? Provavelmente, não. Ainda mais com os flashes. Quando o bispo colocou a mão na sua cabeça, ele disse: “Receba por este sinal o dom do Espírito Santo”. Quando ele diz isso a você, irmão, ele estava dando liberdade a todos os dons que o Espírito pode te conceder, sendo que o principal Dom é o Espírito Santo, o primeiro que você recebe. O Espírito Santo é como um ovo de páscoa: ele é o dom, tudo está ali dentro – os dons infusos, dons carismáticos, virtudes, tudo está ali dentro.


Veja que lindo: o bispo, ao colocar as mãos em nossas cabeças, diz “receba”, e pela imposição de suas mãos, você recebe a confirmação daquilo que já estava em você desde seu batismo: o poder do Espírito Santo, o próprio Espírito Santo. Costumo dizer que os dons carismáticos, meu querido e minha querida, são como você. Quem já trabalhou na lavoura vai entender melhor o que eu estou dizendo. Imagina que alguém dê uma enxadinha para você e fale assim: “você vai capinar esse alqueire”. Quem sabe a medida de um alqueire, vai falar: “Nossa Senhora, é muita terra!”. Imagine um alqueire cheio de pedras, em um morro ainda. Você, uma enxadinha e aquele sol de quarenta graus das duas da tarde. Você pode, com muita fé, vontade, coragem e força, capinar esse alqueire não se sabe em quantos dias. Mas imagine se o seu patrão, com pena de você, diz assim: “eu estou vendo que você esta sofrendo muito com essa enxadinha, então eu trouxe aqui um trator traçado para você: um Max Ferguson, último modelo, que sobe ladeiras, entra em curvas, tem cabine com ar condicionado, é controlado por computador, tem uma geladeira embutida com água gelada”. O que estou dizendo, irmão, não é utopia. Quem conhece sabe do que eu estou falando. Existem tratores muito complicados de dirigir. Então, você olha aquela enxadinha e olha aquele tratorzão com cabine dupla fechadinha, lacrada, com ar condicionado, para não pegar poeira e ainda assim você prefere a enxadinha. Tem gente que faz isso com o presente de Deus. Os dons carismáticos são esse trator. Quando você usa os dons carismáticos, tudo fica mais fácil: uma revelação, uma cura, uma ciência abalam estrutura daquela pessoa e ela fala, mas é o próprio Deus quem está falando.
Hoje eu estava lendo um pouquinho sobre Moisés. Deus diz a ele que, quando ele descesse, o povo hebreu não acreditaria nele, mas que Ele daria dois sinais. Disse a Moisés que jogasse o cajado no chão e, quando ele o fez, o cajado virou uma serpente. Deus, então, pediu que Moisés a pegasse pelo rabo e, quando ele o fez, a cobra tornou a ser um cajado de madeira. Em seguida, Deus pediu-lhe que colocasse a mão dentro de sua camisa e, quando Moisés descobriu a mão, ela estava com uma lepra branca. Após recolocá-la dentro da camisa, por pedido de Deus, a mão tornou a ficar saudável. Feito isso, Moisés retornou ao povo e contou-lhe sobre as coisas que Deus tinha lhe falado, mas, como Ele já havia previsto, o povo duvidou. Como seria possível existir uma sarça que ardesse, mas não se consumisse? Então, Moisés, para provar a veracidade do que dizia, fez o que Deus lhe ordenou: atirou o cajado ao chão e este se transformou em serpente, do mesmo modo que tinha acontecido no monte. Ao pegar a cobra pelo rabo, ela tornou a ser cajado, da mesma maneira que Deus tinha mostrado. Feito isso, Moisés pode afirmar ao povo que foi Deus quem lhe deu tal autoridade e poder. Depois, Moisés colocou a mão dentro da camisa e, ao retirá-la, como Deus havia dito que seria, havia nela uma lepra branca. O povo se assustou, pois tinham muito medo desta doença. Moisés então acalmou o povo, dizendo que Deus tinha-lhe dito para fazer aquilo para que acreditassem. Então, ele recolocou a mão sob a camisa e, ao mostra-la novamente, estava de novo limpa. O povo dobrou o joelho e adorou o Deus verdadeiro, acreditando que Moisés era mesmo enviado de Deus.


Você está entendendo, irmão? Os dons são assim: manifestam-se quando as pessoas duvidam da graça. É nessa hora que a graça acontece, que algo oculto da vida de uma pessoa é revelado, que a cura acontece, que o Senhor levanta a pessoa do abatimento. Nessa hora, esta pessoa, sua família e outras pessoas começam a crer que só pode ter sido o Deus de todo o poder quem fez isso em sua vida. É por isso que Deus nos dá essas ferramentas poderosas chamadas dons carismáticos: para que possamos formar uma comunidade e arrebanhar até mesmo os incrédulos, até aqueles que têm o coração mais obscurecido, trazendo-os para perto de Deus.


1º Coríntios 12, 4-11: Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum. Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; 10 a outro a operação de milagres; a outro a profecia; a outro o dom de discernir espíritos; a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação de línguas. 11 Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo particularmente a cada um como quer.

 

Dom da Sabedoria


O primeiro dom citado em Coríntios é a sabedoria, dom muito importante para nós, pois por ele, a pessoa, sob a ação do Espírito Santo, torna-se apta a instruir, explicar e aconselhar, entre outras coisas. Quantas vezes cabe a nós instruir alguém, explicar a palavra de Deus, dar um conselho? Mas sem a sabedoria do Espírito, corremos o risco de falar coisas inapropriadas, besteiras. Eu não posso orar para ninguém se eu não tiver a sabedoria do espírito, pois eu sei que as pessoas que se dirigem a mim não querem saber o que eu penso ou acho, mas querem uma direção de Deus. E é por isso também que, muitas vezes, Deus não fala nada e eu também não falo. Às vezes, aparecem para nós circunstancias, situações que, se você não tiver a sabedoria do espírito, você não consegue alcançar as bênçãos de Deus nem para a sua vida, nem para a vida do outro, nem para a comunidade. Há alguns dias, entrei em um supermercado e uma pessoa veio falar comigo muito feliz por ter me encontrado. Disse-me que havia uma jovem que trabalhava com eles que estava revoltada e queria se tornar Testemunha de Jeová. Disse também que conversaram com ela e a convenceram a falar comigo. Vi-me em uma situação complicada: se eu, Serginho, não conseguisse convencê-la que era importante continuar sendo Católica Apostólica Romana, ela se tornaria Testemunha de Jeová. Pedi a Deus para que me desse a sabedoria adequada para convencê-la a permanecer em sua fé. Esse caso ainda não esta resolvido. Ainda não conversei com ela, apenas lhe dei meu telefone, mas é algo em que eu vou ter de usar a sabedoria do Senhor.


Mas, no ano passado recebi uma moça cujo marido chorando do lado fora. Ela queria se separar de todo jeito. Dizia que não o amava, que não gostava dele, que não queria mais o casamento, que queria largar. Disse que tinha vindo de outra cidade para que eu rezasse por ela, pois o marido tinha insistido nisso, mas que, depois disso, seguiria seu caminho sozinha. Situação difícil. Tentei conversar de várias maneiras, mas ela não ouvia, ficava apenas de cabeça baixa, fazendo cara feia. Perguntei-lhe se ela não amava o marido quando eles se casaram, ao que ela me respondeu que, na época, sim, mas que, agora, não mais. Depois de muito conversar, perguntei-lhe se ela confiava em Deus. Ela respondeu que sim. Propus, então, que ela me desse a oportunidade de fazermos um pequeno acompanhamento por, pelo menos, dois meses, e se, depois desse tempo, ela ainda sentisse desse jeito, ela poderia tomar as decisões que achasse melhor em sua vida. Ela aceitou tentar. Irmão, depois de dois meses proclamando a sabedoria de Deus na vida dela, mostrando-lhe onde estavam os problemas, e mostrando também a seu marido qual deveria ser sua postura, ela deu mais uma oportunidade ao casamento e, no meio do ano, para honra e glória do Senhor, eles foram a Maceió para renovar suas núpcias. Voltando de lá, foram até o sacerdote para receber novamente a bênção das alianças. E eu acabei assumindo mais uma responsabilidade: eles querem ter filhos e querem que eu seja padrinho. Assim, vamos criando responsabilidades. A sabedoria vai nos comprometendo com a vida do outro. Mas se eu não tivesse a sabedoria do Espírito, talvez esse casamento estivesse perdido. Todos os dias eu tenho que estar na sabedoria do Espírito. Pessoas me ligam para falar de problemas com funcionários, para saber se devem ou não despedi-lo. Eu vivo da providencia, irmão, não tenho firma. Vivo da misericórdia de Deus, mas tenho que entender que a opinião não é do Serginho, e sim de Deus, e essa opinião é importante para aquela pessoa que não quer dar passo errado, que procura a opinião de Deus através de um homem de Deus. Essa semana, acalmei uma briga de casal no telefone. Primeiro falei com a mulher. Ela disse que precisava falar comigo e começou a falar mal do marido, chorando, enquanto eu dava conselhos, até que ela se acalmou. Depois de pouco tempo, o telefone tocou de novo e, dessa vez, era o marido. Enquanto ele falava comigo, a mulher gritava ao fundo. Eu fui exortando e, por fim, as coisas se resolveram.


É preciso ter o dom da sabedoria dentro de você, porque não sabemos quando vamos precisar dele. Não sabemos quando precisaremos pô-lo em prática, nem a serviço de quem. Se eu desse um conselho errado, esse casamento poderia ter terminado e eu seria o culpado. Por isso a opinião não pode ser minha. Tenho que escutar Deus. Tenho o costume de, quando recebo uma ligação pedindo um conselho, pedir que a pessoa retorne a ligação mais tarde, para que eu tenha um momento de escutar Deus a respeito daquela situação. Às vezes, temos situações imprevistas, muito complicadas, com as quais temos que lidar com muita sabedoria. Mas não podemos declarar derrota. É preciso pedir este dom a Deus, pois, com ele, a vitória é certa!


ESTA FORMAÇÃO CONTINUA NO PRÓXIMO MÊS.

 

 

 

 

 

 
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